
28/08/2007
O Mestre de Cerimônias
Uma das figuras de proeminência em usa solenidade e um dos maiores responsáveis para o seu sucesso é, sem dúvida, o Mestre de Cerimônias.
Distinguido pelo Presidente dos trabalhos, cabe a ele o imprescindível papel de auxiliar direto da Mesa na condução do protocolo.
Entretanto, o segredo de seu destaque está centrado na discrição.
O bom Mestre de Cerimônias não deve subtrair a atenção para si, mas conduzi-la aos outros protagonistas da solenidade. Suas intervenções facilitam o encaminhamento de cada um dos momentos que compõem a ocasião, tal qual um maestro, que conduz e harmoniza a musica da orquestra.
A discrição começa pelo traje. É salutar que o Mestre de Cerimônias não use cores chamativas ou utilize atavios espalhafatosos que distraiam a atenção dos presentes. O que deve distingui-lo é o Medalhão de Mestre de Cerimônias, não a vestimenta.
Ao receber o Medalhão, o Mestre de Cerimônias deve simplesmente abaixar a cabeça, permitindo que o Presidente da Mesa lhe coloque a galhardia, Deve-se evitar tocar o Medalhão.
Investido das funções, sua primeira saudação é a guia de todo o seu trabalho e por isso merece atenção especial. Brevidade, elegância, educação. Cuidado com as palavras e as frases de efeito, o que não significa uma postura exageradamente austera. Afinal, o Mestre de Cerimônias precisa comunicar alegria, entusiasmo e simpatia. Cuidado também com o tom de voz e o conteúdo da fala, o Mestre de Cerimônias não está ali para discursar.
Se quem compõe a Mesa é o Mestre de Cerimônias, preocupação especial com a ordem de precedência. É embaraçoso e deselegante esquecer um componente ou errar o momento do convite.
De preferência, os cartões de protocolo devem ser preenchidos com a pronuncia dos nomes e não com a grafia, para se evitar a leitura equivocada de nomes e sobrenomes o que é sempre desagradável.
Ao se referir a alguém, o Mestre de Cerimônias deve observar se trata de um dirigente ou autoridade eleita, fala-se primeiro o nome da pessoa, depois a função. Exceção para os titulares do Poder Executivo e, por analogia, o Presidente do Clube, o Governador do Distrito, o Presidente do Conselho de Governadores e o Presidente Internacional. No caso de funções nomeadas, anuncia-se primeiro o cargo, depois o nome.
O Mestre de Cerimônias não “passa a palavra” “Passar a palavra” é atribuição exclusiva do Presidente da solenidade e significa, em geral, uma quebra de protocolo. O Mestre de Cerimônias “anuncia” a palavra, “convida” para usar a palavra, “chama” ao parlatório, etc.
Não é correto o uso do verbo “registrar” para salientar presenças de destaque. Registros são feitos por tabeliões, não por Mestres de Cerimônia. Melhor usar “agradecemos a presença”, “destacamos a presença”, etc.
Não se lê correspondências daqueles que justificaram a ausência. Com raras exceções, somente se anuncia seus nomes e funções, de modo a evitar a monotonia.
O Presidente da Mesa não faz “uso da palavra”, e sim seu “pronunciamento”, que deve ser anunciado pelo Mestre de Cerimônias, a menos que, pelo protocolo, já tenha, este, terminado suas funções.
Ao entregar o Medalhão, o Mestre de Cerimônias também deve evitar tocar o colar, exceto para facilitar que o Presidente o retire.
Enfim, a medida do sucesso do Mestre de Cerimônias é sua capacidade de auxiliar a solenidade sem ofuscá-la com seu brilho pessoal. Quanto menos ele aparece, mais importante ele se torna.
CL Luciano Guimarães Pereira Presidente de Divisão H do DLC-4 Membro do Comitê Nacional do Cerimonial Publico - CNCP
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